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About this talk
Enquanto trabalhava como biólogo marinho nas Maldivas, Charles Anderson notou explosões repentinas na população de libélulas em certas épocas do ano. Ele explica como cuidadosamente rastreou o caminho de uma pequena libélula comum chamada "globe skimmer", eventualmente descobrindo que ela tinha a rota migratória mais longa de qualquer inseto no mundo.
Translated into Portuguese (Brazil) by Lee Oliveira
Reviewed by Wilcley Lima
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About Charles Anderson
Charles Anderson studies marine life in the Maldives, a nation of coral atolls in the Indian ocean. Full bio and more links
Interactive Transcript
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Na verdade, eu sou da Grã-Bretanha, mas moro nas Maldivas fazem 26 anos agora. Então, é minha casa na verdade. As Maldivas, como estou certo de que sabem, são uma cadeia de ilhas a sudoeste da costa da Índia aqui. A capital, Malé, é onde moro. Na verdade, estando aqui hoje em Mysore, estamos mais perto de Malé do que de Nova Deli, por exemplo.
Se você é da TI, a Índia, obviamente, é o lugar para se estar no momento. Mas se você é um biólogo marinho, as Maldivas não é um lugar ruim para se estar. E tem sido minha casa nesses anos. Para quem de vocês já esteve por lá, recifes de coral fantásticos, mergulho fantástico, snorkeling fantástico. Gasto o máximo possível do meu tempo pesquisando a vida marinha. Estudo peixes, e também coisas maiores, baleias e golfinhos.
Essa é uma baleia azul. Temos baleias azuis nas águas dos arredores, fora das Maldivas, perto das águas da Índia. Você pode avistá-las na costa de Kerala. E, de fato, somos sortudos nessa região. Um dos melhores lugares do mundo para avistar baleias azuis é aqui nessa região. Em Sri Lanka, se você descer até a costa sul do Sri Lanka, durante a estação das monções do nordeste, você consegue avistar baleias azuis muito, muito facilmente. É provavelmente o melhor lugar do mundo para vê-las.
Agora, quando eu falo da estação das monções do nordeste, Estou certo de que muitos de vocês sabem o que quero dizer, mas talvez alguns de vocês não estão tão certos. Tenho que explicar um pouco o que são monções. Agora, monção, a raiz da palarvra "monção" vem da palavra "estação."
Entao, é só uma estação. E existem duas estações na maior parte do sul da Ásia. E no verão a Índia se aquece, fica muito quente. O ar quente sobe, e ar é puxado do mar para substituí-lo. E funciona assim, ele vem do sudoeste. Ele vem do oceano aqui e é puxado em direção à Índia. Então ele vem do sudoeste. É uma monção do sudoeste. Coleta umidade à medida que atravessa o oceano. É isso que traz as chuvas de monções. E então no inverno as coisas esfriam. Alta pressão se forma na Índia. E todo o sistema se realiza ao contrário.
Então, o vento está agora vindo do nordeste da Índia, através do oceano Índico, nessa rota em direção à África. Mantenha isso em mente. Agora, eu sou um biólogo marinho. Mas eu na verdade sou um pouquinho de naturalista à moda antiga, suponho. Sou interessado em todos os tipos de coisas, quase tudo que se move, incluindo libélulas. E eu vou na verdade falar, nesta tarde, sobre libélulas. Essa é uma espécie muito bonita, é chamada de "Oriental Scarlet".
E o que você precisa saber sobre libélulas, uma coisa importante. é que elas colocam seus ovos em água doce. Elas precisam de água doce para se reproduzir. Elas colocam os ovos em água doce. As pequenas larvas eclodem em água doce. Elas se alimentam de outras coisas pequenas. Elas se alimentam de larva de mosquito. Então, elas são muito importantes. Elas controlam larvas de mosquitos, dentre outras coisas. E elas crescem e crescem em etapas. E elas escalam para fora da água, e surgem, como o adulto que vemos. E tipicamente, há muita variação. Mas se você tem uma libélula com, digamos, o ciclo de vida de um ano, o que é bem típico, a larva, vivendo em água doce, vive por 10 ou 11 meses. E o adulto, que vem depois, vive por um ou dois meses. Então é um animal essencialmente de água doce. Ele realmente precisa de água doce.
Agora, a espécie particular de libélula que eu quero falar é dessa, porque a maioria das libélulas, como a que vocês acabaram de ver, quando o adulto está lá para os seus breves um ou dois meses de vida, ele não vai muito longe. Ele não pode viajar para muito longe. Poucos quilômetros, talvez, é o comum. Eles são muito bons voadores, mas eles não vão muito longe. Mas esse cara é uma excessão. E é chamado de "Globe Skimmer", ou "Wandering Glider" (Planador Perambulante). E, como o nome sugere, ele é encontrado praticamente em todo o mundo. Vive por todo o trópico, nas Américas, África, Ásia, Austrália, no Pacífico. E perambula longe e amplamente. Sabemos isso tudo sobre ele. Mas, realmente, ele não tem sido muito estudado.
É uma libélula de aparência medíocre. Se você vai estudar libélulas, você quer estudar aquelas realmente bonitas e brilhantes, como aquela vermelha. Ou as realmente raras, as endêmicas ameaçadas. É isso, parece um pouco chato, sabe. É de um tipo de cor sem graça. E é bastante comum. E está presente em todo lugar -- sabe, porque se importar? Mas se você toma esta atitude, você na verdade está perdendo algo bem especial. Porque essa libélula tem uma história bem inacreditável para contar. E eu me sinto muito privilegiado de ter tropeçado com ela vivendo nas Maldivas.
Quando eu fui pela primeira vez às Maldivas, fissurado em mergulho, passei o máximo do meu tempo que eu podia na e embaixo da água. Não notei nenhuma libélula; talvez estivessem lá, talvez não. Não as notei. Mas depois de algum tempo, depois de alguns meses, um dia enquanto estava saindo, de repente eu notei centenas de libélulas, centenas de libélulas. Algo como isso, essas são todas da espécie "Globe Skimmer". Não sabia naquele tempo, mas agora eu sei, elas são "Globe Skimmers", centenas delas. E elas estavam aqui por algum tempo. E então elas se foram.
E não pensei em nada mais sobre isso até o próximo ano, quando aconteceu novamente, e então no próximo ano, e no próximo. E eu fui um pouco lento, eu não levei tanto tempo para perceber. Mas eu perguntei alguns amigos Maldiviano e colegas, e sim elas vem todos os anos. E eu perguntei as pessoas sobre elas e sim, elas sabiam, mas elas não sabiam nada, de onde elas vinham, ou qualquer coisa. E novamente eu não pensei muito sobre isso. Mas devagar aquilo começou a despertar em mim, que alguma coisa de fato especial estava acontecendo.
Porque libélulas precisam de água doce para se reproduzir. E as Maldivas, e estou certo de que alguns de vocês estiveram lá -- Então aqui é minha casa. Então, as Maldivas, lugar bonito. (Risadas) é feita inteiramente de recifes de coral. E no topo dos recifes de coral estão os bancos de areia. Nesta altura, mais ou menos desta distância acima do nível do mar. Então, aquecimento global, é um problema sério e real. Mas eu não vou falar sobre isso. Outro ponto importante destes bancos de areia é que quando chove a água da chuva encharca o solo. Então, some. Então, fica debaixo do solo. As árvores conseguem levar suas raízes até ela. Humanos pode escavar buracos e fazer um poço.
Mas as libélulas -- um pouco trabalhoso. Não há água doce na superfície. Não há lagoas, riachos, rios, lagos, nada desse tipo. Então, porque em cada ano milhões de libélulas, milhões, milhões de libélulas aparecem. Eu fiquei um pouquinho curioso. De fato eu paro aqui, porque eu quero perguntar, e não tem muitas pessoas que, da Índia é claro, pessoas que cresceram passando sua infância aqui, aqueles de vocês que são indianos ou passaram sua infância aqui, levante os braços, quem de vocês -- ainda não, ainda não! Vocês são muito apressados. Muito apressandos. Não. Esperem. Esperem. Espere pelo já. Eu direi já.
Aqueles de vocês que cresceram na Índia, vocês se lembram em sua infância, libélulas, enxames de libélulas? Talvez na escola, talvez amarrando pequenos barbantes nelas? Talvez arrancando pequenos pedaços? Não estou perguntando isso. Vocês só tem que dizer, vocês se lembram de ver muitas libélulas. Alguém? Alguém? Sim. Obrigado. Obrigado. É um fenômeno bem comum por todo o sul da Ásia, incluindo as Maldivas. E eu fiquei um pouco curioso sobre isso.
Nas Maldivas, agora na Índia tem muita água, então, libélulas, sim, claro.Por que não? Mas nas Maldivas, sem água doce. Então, o que está acontencendo? E a primeira coisa que fiz foi começar a registrar quando elas apareciam nas Maldivas. E tem a resposta, 21 de outubro. Não todo ano, essa é a média. Então, eu tenho registrado isso por 15 anos agora. Você poderia pensar que elas estão vindo da índia. É o lugar mais próximo. Mas em outubro, lembrem-se, ainda estamos no período das monções do sudoeste, As Maldivas ainda estão nas monções sudoeste. Mas o vento é, invariavelmente, cada vez, do oeste. Está indo em direção à Índia, não vindo da Índia. Então, essas coisas, como essas coisas estão parando aqui? Estão vindo da Índia contra o vento? Parece um pouco improvável.
Então, a próxima coisa que eu fiz foi pegar um telefone. As Maldivas são um arquipélago longo. Alonga-se por 800 quilômetros, é claro, até aqui. Peguei o telefone e mandei e-mails para amigos e colegas. Quando você vê as libélulas aparecerem? E em breve, uma imagem começou a emergir, Em Bangalores, um colega de lá me enviou informções por três anos, em média, 24 de setembro, fim de setembro. Um pouco abaixo em Trivandrum, um pouquinho depois. Bem no norte das Maldivas, um pouco depois. Então Malé, bem ao sul. Então no ponto mais ao sul das Maldivas. É bem óbvio, elas estão vindo da Índia. Mas elas estão vindo de 643 quilômetros pelo oceano, contra o vento. Como na terra elas estão fazendo isso? Eu não sabia.
A próxima coisa que fiz foi começar a contar libélulas. Queria saber sobre a sua sazonalidade, que época do ano, essa é a primeira época em que chegam, mas por quanto tempo elas estão por aqui? Isso indica algo? Então, comecei um processo científico muito rigoroso. Tive uma jornada científica rigorosa. Peguei minha bicicleta, e andei por toda a ilha de Malé, é mais ou menos 5 quilômetros, contando as libélulas à medida que andava, tentando não trombar com as pessoas enquanto olhava para as árvores.
E elas estão aqui por um período de tempo muito curto, Outubro, novembro, dezembro. É isso. E então só um resto delas, mas é isso. Outubro, novembro, dezembro. Essa não é a estação das monções nordeste. Esta não é a estação do sudoeste. Estas são as inter-monções, a época em que as monções mudam.
Agora, o que eu falei foi, você pega a monção sudoeste indo em uma direção, e então ela muda e você pega a monção nordeste indo na outra direção. E isto meio que dá a impressão que você pegou uma massa de ar indo para cima e para baixo, para cima e para baixo. Não funciona assim. O que acontece, na verdade, é que há duas massas de ar. E há uma frente entre elas, e a frente se move. Então, se você alcançou a Índia aqui, quando a frente está acima da Índia você está na monção sudoeste. Então a frente move para a monção nordeste. E aquela frente no meio não é vertical, está em um ângulo.
Então, à medida que vem em direção à Malé Estou em Malé debaixo da frente. Posso estar na monção sudoeste. Mas o vento acima é da monção nordeste. Então, a libélula na verdade está vindo da Índia na monção nordeste. Mas em uma altitude de 1.000 a 2.000 metros no ar. Incrível. Estes pequenos insetos, são os mesmos que vemos aqui [na Índia], duas polegadas de tamanho, cinco centímetros de tamanho, voando aos milhões, 640 quilômetros através do oceano, a 2.000 metros acima. Bem incrível.
Então, estava bem feliz comigo mesmo. Eu pensei nossa, detectei essa, Sei como elas vem até aqui. Então eu cocei minha cabeça um pouco, e isso é legal, Sei como elas vieram até aqui, mas porque elas vieram até aqui? O que um milhão de libélulas estão fazendo, voando sobre o oceano todo ano ao seu fracasso aparente? Isso não faz sentido. Não há nada para elas nas Maldivas. O que na Terra elas estão fazendo? Bem, resumindo, elas estão na verdade atravenssando o oceano. Elas estão cruzando todo o caminho para o leste da África.
Sei disso porque tenho amigos que trabalham em navios pesqueiros de pesquisa que me enviaram relatos de barcos do oceano. Sei porque temos relatos das ilhas Seychelles, que combinam prefeitamente, aqui em baixo. E sei porque quando você olha para a chuva, estes insetos em particular, essas "Globe Skimmers" reproduzem-se em poças temporárias de água de chuva. Certo, elas colocam seus ovos onde as chuvas sazonais ocorrem, as chuvas das monções. As larvas tem que se desenvolver rapidamente. Elas levam apenas seis semanas. Ao invés de 11 meses, em seis meses, elas estão desenvolvidas, e voando fora.
Agora, aqui temos, em caso de não conseguirem ler no fundo, em cima é a precipitação para a Índia. E estamos começando em Junho. Então essa é chuva de monção. Em setembro, outubro, está secando. Nada para essas libélulas. Não há mais estação chuvosa. Elas tiveram que ir em busca da estação chuvosa. E elas voam para o sul. À medida que as monções se retiram para o sul elas descem por Karnataka, para Kerala. E elas ficam sem terra. Mas elas são incrivelmente boas voadoras. Essa espécie em particular consegue voar por milhares de quilômetros. E apenas continuam. E o vento, o vento nordeste assopram elas no entorno e as carregam pelo oceano até a África, onde está chovendo. E elas estão se reproduzindo nas chuvas da África. Agora, aqui é o sudeste da África. Faz parecer que existe uma espécie de dois períodos reprodutivos aqui. É mais complicado que isso.
O que estáacontecendo é que elas estão se reproduzindo nas chuvas das monções aqui. E as líbélulas que você pode ver hoje aqui fora, no campus, são os juvenis dessa geração. Elas eclodiram na Índia. Estão procurando por algum lugar para reproduzir. Se chover aqui elas se reproduzirão. Mas a maioria delas vão continuar. E a próxima parada, talvez apenas quatro ou cinco dias depois será o leste da África. O vento irá soprá-las nessa direção aqui. Se elas passam as Maldivas elas vão devem dar uma olhada, nada aqui, elas continuarão.
Aqui, aqui, Quênia, leste Africano elas na verdade fogem de um longo período de seca. Na semana passada as chuvas começaram. As chuvas curtas começaram e está chovendo lá agora. E as libélulas estão lá. Tenho relatos dos meus vários contatos. As libélulas estão aqui agora. Elas estão se reproduzindo lá. Quando aqueles caras, elas irão colocar seus ovos agora. Vão eclodir em seis semanas. Naquele tempo as chuvas sazonais vão ter se deslocado. Não estão lá, estão aqui em baixo. Elas irão voar aqui para baixo. E o mais interessante é que o vento está sempre convergindo para onde a chuva está. A chuva ocorre, estas são chuvas de verão. Essa é uma monção de verão. O sol está a pino lá. Chuvas de verão no sul da África. O sol está a pino, aquecimento máximo, evaporação máxima, máxima cobertura de nuvens, máximo de precipitação, máximo de oportunidades para reprodução.
Não apenas isso, porque você tem essa convecção, você tem essa subida do ar onde está quente, o ar é puxado. Há uma convergência. Então, onde quer que a chuva esteja caindo o ar é puxado em direção à ela para substituir o ar que está subindo. Então, o companheirinho que eclode aqui, ele se levanta no ar, e é automaticamente carregado para onde a chuva está caindo. Coloca seus ovos, próxima geração, eles nascem, automaticamente carregados para onde a chuva está caindo. Agora está lá atrás. Eles nascem, é tempo de retornar. Então, em quatro gerações, uma, duas, três, quatro e então, de volta.
Um circuito completo do oceano Índico. Este é circuito de aproximadamente 16.000 quilômetros. 16.000 quilômetros, quatro gerações, imagine você, para um inseto de 5 centímetros de comprimento. É bem inacreditável. Aqueles de vocês da América do Norte são familiarizados com a borboleta Monarca. As quais, até agora tinha a mais longa migração de insetos conhecida. É apenas a metade desta aqui. E essa travessia aqui, do oceano é a unica travessia transoceanica verdadeiramente regular de qualquer inseto. Um feito bem inacreditável. E eu apenas me dei com isso por estava vivendo em Malé, nas Maldivas por tempo suficiente para isso se consolidar no meu cérebro que algo de fato especial estava acontecendo.
Mas libélulas não são as únicas criaturas que fazem a travessia. Tem mais para a história. Também sou interessado em pássaros. E sou familiar com esse companheiro. Este é um pássaro especial. É um falcão. É chamado de falcão de pés vermelhos do leste, obviamente. Mas também é chamado de Falção de Amur. E é chamado de Falcão de Amur porque se reproduz em Amurland. Que é uma área ao longo do Rio Amur, que é aqui em cima. É a fronteira, boa parte é a fronteira entre China e Rússia, aqui em cima no extremo oriente.
Então, Sibéria, Manchúria. E é aqui onde ele se reproduz. E se você é um falcão é um lugar bem agradável para se estar no verão. Mas é um local bem miserável para se estar no inverno. É, bem, você pode imaginar. Então, como qualquer pássaro sensato faria, ele se locomove para o sul. Eles vão para o sul. A população inteira vai para o sul. Mas então o ser sensato parou. Então, agora eles não param aqui, ou mesmo aqui em baixo. Não, eles voltam por aqui. Eles tem uma pequena parada para reabastecimento no nordeste da Índia. Eles vem para a latitude de Bombaim ou Goa. E então se movem através do oceano, em direção à Quênia. E aqui em baixo, eles passam o inverno aqui [no sul da África]. Incrível. Essa é a migração mais extraordinária de qualquer ave de rapina. Um migração bem incrível.
E eles não são os únicos que fazem a travessia. Eles tem a jornada mais incrível, mas vários fazem a travessia a partir da Índia para a África. Incluindo esse aqui, o hobby. Esse companheiro é um pássaro bem legal, esse é o cuco-jacobino. Aqueles de vocês no norte da Índia vão se identificar com esse. Ele vem com as monções. Nessa época do ano eles atravessam de volta para a África. E esse cara, o rolieiro, um pássaro bastante bonito. É conhecido como o rolieiro da eurásia. Na índia ele ocorre no noroeste, então é conhecido como o rolieiro da Caxemira. E estes pássaros, o que eu fiz foi compilar todos os registros, todos os registros disponíveis sobre estes pássaros, colocá-los juntos, e descobri que eles migram no exato mesmo tempo que as libélulas. Eles fazem uso de exatamente os mesmos ventos. Eles viajam no exato mesmo tempo que os mesmos ventos para fazer a travessia. Sei que eles viajam na mesma altitude.
É conhecido sobre o falcão de Amur. Esse cara infelizmente, um destes encontrou um fim infeliz, Ele estava voando na costa de Goa. há 21 anos atrás, 1988, outubro de 1988. Um jato da Marinha Indiana estava sobrevoando a costa de Goa, bang, no meio da noite, felizmente um jato dedois motores, voltou à base, e eles tiraram os restos de um destes [rolieiros] fora. Voando a noite sobre o oceano índico a 2.224 metros. A mesma altura que as libélulas vão. então, eles estão usando os mesmos ventos. E a outra coisa, o outro fator importante para todos estes pássaros, todos os companheiros de tamanho mediano, e isso inclui o próximo slide também, que é um abelharuco. Abelharucos se alimentam de abelhas. Esse tem uma bochecha azul legal. É um abelharuco persa. E cada um destes pássaros fazem a travessia da Índia para o leste Africano. comem insetos, insetos grandes, do tamanho de libélulas. Muito obrigado. (Aplausos)
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